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0 QUE EXISTE NO ESPAÇO EM VOLTA?

por Thynus, em 05.04.13

 

 

 

Logo no início do filme Contato, a personagem principal, a dra. Arroway (representada por Jodie Foster), pergunta ao pai a questão que se torna emblemática durante todo o restante do filme: Estamos sós no universo? O pai dela responde de um modo que se torna a pedra de toque para todas as coisas verdadeiras que ainda lhe surgirão na vida. Quando ela se encontra em situações especialmente vulneráveis, tais como a de se abrir ao romance ou a de confiar a experiência que teve em um universo distante para onde foi transportada, as palavras do pai transformam-se em diretrizes de suas crenças: ele havia respondido simplesmente que, se estivéssemos sozinhos, isso seria um terrível desperdício de espaço.
De maneira bastante semelhante, se acreditarmos que o espaço entre duas coisas está vazio, estaríamos também presenciando um tremendo desperdício. Os cientistas acreditam que mais de 90% do cosmos está "faltando" e nos parece ser um espaço vazio. Isso significa que o universo inteiro, como o divisamos, contém apenas 10% da matéria percebida. E será realmente crível que os 10% da criação ocupados por nós encerram tudo o que existe? O que existe no espaço que pensamos estar "vazio"?
Se ele realmente estiver vazio, a grande questão que precisaria ser respondida é: Como podem as ondas de energia que transmitem tudo, das conversas de celulares à luz cujo reflexo traz as palavras dessa página aos seus olhos, como essas ondas podem se deslocar de um ponto para outro? Assim como a água conduz as ondas provocadas por uma pedra que cai em um lago, de modo semelhante deve existir algo que conduza as vibrações da vida de um ponto para o outro do universo. Entretanto, para que isso seja verdade, deveremos contrariar um dos princípios básicos da ciência moderna: a crença de que o espaço é vazio.
No dia em que pudermos finalmente desvendar de que é feito o espaço, teremos dado um grande passo para nos compreender e entender a nossa relação com o mundo que nos cerca. Essa questão, como veremos, é tão antiga quanto a humanidade. E a resposta, como também veremos mais adiante, com toda a probabilidade tem estado conosco o tempo todo.
A sensação de estarmos de algum modo ligados ao universo, ao nosso mundo e uns aos outros, tem sido uma constante, desde a história dos aborígines gravada nos rochedos da Austrália (que devem ter mais de 20.000 anos de idade), aos templos do antigo Egito e à arte pictórica pré-histórica gravada nas rochas do sudoeste americano. Ainda que essa convicção aparente ser mais firme do que nunca nos dias de hoje, precisamente o que nos une é que continua sendo assunto de controvérsia e debate. Se estamos interligados, alguma coisa está fazendo essa ligação. A humanidade tem percebido que dentro do vazio que chamamos de "espaço", alguma coisa realmente existe. Essa tem sido a percepção dos poetas, filósofos, cientistas e daqueles que procuram respostas além das ideias rotineiras de todos os dias. O físico Konrad Finagle (1858-1936) propôs a óbvia questão com relação ao significado do espaço propriamente dito quando fez a pergunta "Imagine o que aconteceria se retirarmos o espaço que se encontra em volta da matéria. Todo o universo encolheria para ficar do tamanho de um grão de poeira. [...] é o espaço que impede que tudo aconteça no mesmo lugar". O antropólogo pioneiro Louis Leakey afirmou uma vez que: "Só poderemos verdadeiramente progredir se compreendermos quem somos". Creio que essa declaração é bastante verdadeira. A maneira como nos vemos no passado foi bastante eficaz para nos trazer até onde nos encontramos hoje. Agora é chegado o momento de abrirmos a porta para a visão que temos de nós mesmos, de nos olharmos de uma maneira que amplie nossas possibilidades. É provável que nossa relutância em aceitar as consequências do espaço ser ocupado por uma força inteligente e admitir que somos parte desse espaço, tenha sido, até hoje, o maior obstáculo para compreendermos quem realmente somos e como o universo funciona.
A ciência moderna no século XX pode ter descoberto o que se encontra no interior do espaço vazio: existe um campo de energia diferente de todos os outros tipos de energia conhecidos. Exatamente como a rede de Indra e o éter de Newton sugerem, essa energia parece sempre estar em toda parte, aparentemente existindo desde o início dos tempos. Em uma palestra de 1928, Albert Einstein disse: "De acordo com a teoria geral da relatividade, o espaço sem éter seria inimaginável, uma vez que a luz não poderia se propagar sem éter e nem seria possível formular padrões para um espaço onde não houvesse éter".
Max Planck afirmou que a existência do campo sugeria uma inteligência responsável pelo nosso mundo físico. "Devemos supor que por trás dessa força [que percebemos com sendo a matéria] existe uma Mente consciente e inteligente." Ele concluiu então que: "Essa mente é a matriz de toda matéria [colchete e itálicos do autor]" (Max Planck, de um discurso proferido em 1944, em Florença, na Itália, intitulado: "Das Wesen der Materie" (A Essência/Natureza/Caráter da Matéria).

(Gregg Braden - "A matriz divina")

 

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publicado às 12:43



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