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por Thynus, em 04.12.12
Sempre que for repetir um velho hábito, dê uma sacudidela em você mesmo, torne-se consciente e, de repente, sentirá uma mudança. Você já vai ficando zangado — dê uma sacudidela em si mesmo, um tapa na cara; vá à torneira e jogue água fria nos olhos. E fique consciente, simplesmente fique um pouco alerta e veja que você está entrando de novo no mesmo padrão. O próprio estado de alerta muda. Um hábito necessita da inconsciência para ser repetido. A consciência entra, o hábito cai.
As pessoas me procuram e dizem: "Não conseguimos deixar de fumar", ou "Não conseguimos deixar de beber. O que devemos fazer?".
E eu lhes respondo: "Não tentem deixá-lo. Bebam com consciência, fumem com consciência. Não tentem abandoná-lo, porque isto vocês têm tentado há anos. E esse esforço também se tornou um hábito. Nada pode ser feito nesse caso. Fumem com consciência plena, com consciência meditativa. Fumem e estejam conscientes. Inalem a fumaça, conscientes de que a fumaça está entrando. Exalem a fumaça, conscientes de que a fumaça está saindo. E logo vocês verão, um dia, que o cigarro caiu de seus dedos — não que vocês o tenham abandonado: ele caiu.
Com consciência, os hábitos caem. Sem consciência, se você tentar abandonar o hábito, será quase impossível.
A única maneira de abandonar sem consciência é criando outro hábito, um hábito substituto. Isso funciona. Você abandona o cigarro, começa então a mascar chiclete. Depois, deixa de mascar chiclete e passa a mascar pan. Você fará algo estúpido. Não faz diferença se fuma ou se masca chicletes; você tem que fazer algo estúpido — porque não sabe deixar sua boca relaxada. Bem no fundo, há uma tensão na boca e nos lábios, e essa tensão está criando o hábito. Você pode mudar de um hábito para outro, mas o padrão será sempre o mesmo; mascar chicletes ou fumar não faz diferença. O melhor jeito é chupar os dedos, como as crianças fazem. Mas ninguém se sentirá bem, você se sentirá embaraçado se, de repente, começar a mascar e chupar o polegar. Chicletes e cigarros não são outra coisa senão substitutos para os adultos. As crianças apreciam chupar os dedos porque não têm medo da sociedade.
Quando você cresce, a mesma necessidade existe em algum lugar na boca — algo para ser sugado. Talvez sua mãe não lhe tenha dado o seio tanto quanto você precisasse; o seio foi tirado mais cedo que o necessário. Ou sua mãe era muito relutante em lhe dar o seio. Mesmo se ela costumava dá-lo, o fazia com profunda relutância. Isso ficou lá, bem no fundo; os lábios não se relaxaram. Eles carregam uma tensão, eles criam um hábito.

(Osho, in "Antes Que Você Morra")


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publicado às 16:48



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