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Repressão sexual na ICAR

por Thynus, em 26.11.12

Quando da divisão do Império Romano em oriental e ocidental, a igreja romano-alexandrina dividiu-se, ficando a oriental (Bizantina) conhecida como "Ortodoxa" e a ocidental como "Católica Romana", ambas, um amontoado de mentiras.
Tornando-se o "Senhor" do homem ocidental, o "infalível" bispo de Roma criou e ditou regras de ética, moral e educação que causaram malefícios imponderáveis à sua formaçã
o psíquica e social, cujos frutos são colhidos até os dias de hoje. O homem ocidental viu-se, então, escravizado física, emocional e mentalmente pela igreja e pelo Estado, tendo sua vida limitada ao trabalho, ao pagamento de impostos e à mera sobrevivência. A ausência de relacionamentos e de interações sociais, intelectuais, artísticas e econômicas entre pessoas e grupos, que pudessem resultar em necessidades em termos de soluções e sistemas que as regulamentassem e as fizessem desenvolver-se, aliada a uma total obstrução da liberdade de expressão, acabaram por impedir o homem de crescer e progredir, não só material como também intelectual e espiritualmente.

No entanto, o mais insano de tudo, afora a dependência absoluta do homem em relação à Igreja e ao Estado, refere-se ao sexo, considerado pela Santa Igreja como sujo e impuro.
Essa imposição impediu que homens e mulheres se tornassem "Deus" através do ato sexual", cujo caráter deveria ser, isso sim, sacralizado como manifestação do "Supremo Ato da Criação".
Não se trata de apoiar a licenciosidade, a libertinagem ou a luxúria e a pornografia, coisas que nenhuma religião no mundo recomendaria ou permitiria, mas de sacralizar o ato em si, promovendo a divinização do corpo humano e encarando-o como algo puro e belo e não como algo do qual o homem devesse envergonhar-se (premissa da maioria das religiões orientais).

(...)Aliás, a igreja sempre se esmerou em fazer a apologia do medo, do sofrimento e dos "pecados" deixando de lado ou esquecendo-se, quase sempre, de enaltecer a alegria e as virtudes do homem.
As sequelas dessa visão distorcida sobre tão importantes assuntos, especialmente no que se refere à repressão sexual, são hoje sobejamente conhecidas. Além dos muitos problemas de ordem psíquica e social houve, também, o aparecimento de inúmeros fantasmas, monstruosidades e aberrações, todos relacionados a essa visão equivocada e deturpada desse colégio de "eunucos infalíveis", que fez com que o sexo deixasse de ser encarado como algo sagrado, natural e necessário à saúde física e psíquica do homem e passasse a ser visto como algo proibido e sujo.
Em verdade, o sexo não deixou de ser praticado pelo simples fato de que ele faz parte da natureza humana (a atração, a sensualidade), independentemente da necessidade de procriação. No entanto, ao praticá-lo, o homem sentia-se impuro, culpado.
É preciso que se entenda que a "castidade" não é e nem poderia jamais ser objeto de um "voto"; ou o homem é casto, ou o homem não é casto. Não se pode dominar essa prodigiosa força (sexual) através de um simples voto (uma intenção). E necessário que o homem se situe em uma esfera consciencial, muitíssimo elevada, para que possa transcendê-la. Todavia, não seria essa mesma esfera consciencial a que se poderia esperar, normalmente, de um verdadeiro "Representante de Deus"?
No entanto, esse não é, em absoluto, o caso desses sacerdotes de "Cristo" que, em realidade, não passam de homens comuns que, conduzidos a essa elevada posição (?), vêem-se forçados a essa, absolutamente, desnecessária repressão sexual representada pela exigência do celibato. Como consequência disso, acabam por cair, invariavelmente, na prática desses desvios, abusos e aberrações.

(C. Alberto Gonçalves – “Regnum”)

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publicado às 18:30



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