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Necessitamos de numerosas confissões de mulheres inteligentes para termos idéia sobre a verdadeira psicologia feminina.

Uma série de palavras e expressões usadas pelo povo, com referência à mulher, mostra o pensamento da cultura brasileira : seus condicionamentos da infância à velhice; a posição social, as funções orgânicas, o campo profissional, o estereótipo da mulher-objeto, a moral imposta, o duplo valor: social e sexual.

 

Nossa sociedade nos condicionou a considerar as idéias de feminilidade e masculinidade baseadas em conceitos antigos, conceitos estes que foram formulados para tentar explicar o mundo como era conhecido pelos homens daquela época e que perpetuou-se até os nossos dias.

 

Assim, agressividade, autoridade, decisão, vigor, defesa, independência e raciocínio analítico são características masculinas até hoje, apesar de todo avanço sociológico da humanidade.

 

Passividade, dependência, submissão, sensibilidade, emoção, superficialidade, indecisão, afetividade, intuição, ilogicidade e malícia são femininas.

 

A natureza nos fez masculinos ou femininos. As crenças e valores de nossa cultura nos tornam espécie de homens ou de mulheres.

 

Infelizmente, em pleno ano de 2000 a mulher é um ser humano anulado e, na maioria das vezes sua invisibilidade se dá nos mais diversos campos; nos ambientes sociais, nas companhias particulares, no governo e seus altos escalões e até mesmo no núcleo familiar, onde são os homens que decidem. Elas são notadas, unicamente, por sua ausência ou por uma participação passiva. Os homens são onipresentes, enquanto elas não são sequer percebidas. Só são percebidas quando portadoras de extrema beleza física.

 

As expressões origem da mulher e evolução da mulher têm sentido diferente de seus equivalentes masculinos pois a origem da mulher foi a costela do homem, e a evolução da mulher se fez nas últimas décadas. Nada disso é verdade e sim uma mentira que vem sendo pregada a séculos.

 

Uma forma de desvalorização dada à mulher em nossa cultura, encontra-se na enfatização dada à sua aparência física em detrimento da capacidade intelectual. Basta ser bonita para assegurar um lugar na sociedade e, por isso, ela trata de usar os recursos que lhe são destinados para tanto. Isto a estereotipa como sendo aquele ente que não precisa ser culto e nem inteligente.

 

Ser feminina significa até hoje o mostrar-se passiva, fútil, meiga, submissa, carinhosa, etc e rotular-se “ser mulher”. Assim, deve apenas preocupar-se em enfeitar-se, embonecar-se.

 

A tentativa de afirmação depõe contra a sua feminilidade. Ela é burrinha, mas bem engraçadinha, do jeito que o homem gosta. Você é bonita demais para ter tanto talento. Assim dizem especialmente da loira, que leva nos últimos anos o estigma que Marilyn Monroe legou. O homem, com seu aspecto físico não é relevante, mas apenas um atrativo a mais. Suas capacidades intelectual e sexual é que são valorizadas, infelizmente até por elas mesmas. Se for feio mas inteligente, não terá problema e pobre da mulher que se encontra na mesma situação. Ele não gosta de ser chamado de burro e não dá nenhuma importância ao fato de ser chamado de gordo. Por outro lado, para agradar a mulher, atingirá seu objetivo se chamá-la de linda, bonita, gata, belezinha, boneca, bonitona. Da mesma forma, se a mulher quiser elogiar a um homem, é suficiente chamá-lo de inteligente ou elogiar sua capacidade sexual: bom de cama, gostosão, gato, machão...


(Albertino Aor da Cunha - "A mentira nua e cruaa")

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publicado às 01:47



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