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A perda de todos o pêlos do corpo

por Thynus, em 17.02.13

Em pacientes que sofrem deste sintoma, o organismo torna explícita de maneira radical uma forte tendência inconsciente de desistência da tarefa cumprida pelas antenas externas. Os pêlos morrem a partir da raiz sem qualquer razão aparente e deixam o afetado literalmente careca e pelado. Como eles se envergonham de aparecer em público sem pêlos, o sintoma muitas vezes leva a um isolamento total. Com isso, entretanto, efetua-se a desistência que os pacientes não têm coragem de levar a cabo conscientemente. No sintoma, o corpo mostra-lhes simbolicamente o propósito inconsciente de recolher as antenas e interromper os contatos com o meio circundante e realiza esse desejo. Há muito já que eles se sentem de fato nus, desprotegidos e expostos, sem no entanto admiti-lo para si mesmos. O sintoma mostra a vergonha dos pacientes em duplo sentido. A perda do rosto sentida inconscientemente também está implícita, pois além dos pêlos púbicos e das axilas eles perdem também as sobrancelhas e os cílios. Quando eles aprendem a superar a carência com a ajuda de perucas e maquiagem, o sintoma perde significado e, quando nada acontece internamente, a angústia aumenta com o retorno à vida em sociedade.
A tarefa de aprendizado é evidente: trata-se de retirar-se para dentro de si mesmo e recolher as antenas. O que está sendo exigido é a honestidade nua e a abertura desprotegida, como as de um bebê. Tentativas de encobrimento cosmético contribuem como tentativa de deixar passar inadvertida a mensagem do sintoma e não para sua cura. Juntamente com os cabelos é retirada também a liberdade, por exemplo a liberdade de mover-se em meio a outras pessoas de maneira livre e desimpedida. Sendo assim, perde-se também parte do magnetismo e, portanto, do poder que se exerce sobre outras pessoas, especialmente sobre o sexo oposto. A possibilidade de encantar com os cabelos fica descartada, já que pestanas que não estão mais disponíveis não podem piscar.
O sintoma remete-se à vergonha natural e mostra a própria situação de desamparo. Ele interliga vários jogos sociais e sobretudo o jogo da autoconfiança. Ele é igualmente o pólo oposto do hirsutismo. Enquanto este sugeria impor-se por meio da energia e do poder para assim desobrigar o corpo dessa tarefa, a completa perda de pêlos força ainda mais profundamente a um estado de desamparo infantil.

(Rüdger Dahlke - "A doença como linguagem da alma")

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publicado às 14:53



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