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Início do conclave foi assombrado pela notícia, conhecida hoje, da compra pelo Vaticano de um conjunto de apartamentos num palácio histórico, onde está também instalada a maior sauna gay da Europa.
Não será a vizinhança mais recomendável aos olhos da Igreja, pelo menos, mas certo é que o Vaticano investiu uma avultada quantia de dinheiro num conjunto de apartamentos situados num histórico palácio em Roma, mas porta com porta com a sede daquela que é considerada a maior sauna gay da Europa.
A notícia vem hoje as páginas de vários jornais em todo o mundo, coincidindo com o início do conclave, o que é mais uma dor de cabeça para os mais altos representantes da Igreja.
Segundo o "The Independent", mais de 20 milhões de euros foi quanto o Vaticano pagou para instalar no edifício a Congregação para a Evangelização dos Povos. Vários padres residem nos apartamentos - que serão 18 -, entre os quais o cardeal Ivan Dias, de 76 anos, um dos participantes na eleição do novo Papa e o único que até agora se manifestou preocupado com a repercussão da notícia.
Não é para menos. Ao que tudo indica, Ivan Dias, que lidera a Congregação para a Evangelização dos Povos, vive no mesmo andar onde funciona a sauna. Descrito como um conservador, o cardeal terá ficado "horrorizado" com a descoberta.
A imprensa local seguiu também o rasto deste investimento, realizado em 2008 pelo cardeal Tarcisio Bertone, e concluiu que ele terá sido possível graças aos generosos benefícios fiscais recebidos pela Igreja Católica durante o Governo de Silvio Berlusconi.

publicado às 18:18

Andando pelas comunidades eclesiais de base constituídas  de ribeirinhos da Amazônia, nos limites com o Acre, lá onde viceja uma Igreja pobre e libertadora, ouvi de um líder comunitário, bom conhecedor da leitura popular da Bíblia, a seguinte visão que ele pretende ter sido verdadeira.
         Estava um dia a caminho do centro comunitário, quando se viu transportado, não sabe se em sonho ou em espírito, aos jardins do Vaticano. Viu de repente um Papa, encurvado pela idade, todo de branco, cercado pelos seus principais cardeais conselheiros. Faziam o costumeiro passeio após o almoço, andando pelos jardins floridos do Vaticano.         
         De repente, o Papa vislumbrou, a uns poucos metros de distância, a figura do Mestre. Este sempre aparece disfarçado seja como jardineiro para Maria Madalena seja como andarilho para os jovens de Emaús. Mas o sucessor de Pedro, afastando-se do grupo de cardeais, com fino tato,  identificou logo o Ressuscitado. Ajoelhou-se e quis proferir a profissão de fé que fez Pedro ser pedra, pois sobre esta fé  se constrói sempre a Igreja :”Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.
         Nisso foi atalhado por Jesus. Olhando o palácio do Vaticano ao longe e o perfil dos prédios da Santa Sé, disse Jesus com voz entristecida: ”Não te bendigo, sucessor de Pedro,  o pescador, porque tudo isso não foi inspirado por meu Pai que está nos céus mas pela carne e pelo sangue. Digo-te  que não foi sobre estas pedras que edifiquei minha Igreja, porque temia que então as portas do inferno poderiam prevalecer contra ela”.
         O Papa ficou perplexo e olhou o rosto do Senhor. Viu que caiam-lhe furtivamente duas lágrimas dos olhos. Lembrou-se de Pedro que o havia traído duas vezes e que, arrependido, chorara amargamente. Quis proferir algumas palavras, mas estas lhe morreram na garganta. Começou também ele,  o Papa, a chorar. Nisso o Senhor desapareceu.
         Os Cardeais ouviram as palavras do Mestre e se apressaram para amparar o Papa. Este logo lhes disse com grande severidade: ”Irmãos, o Senhor me abriu os olhos. Por isso, as coisas não podem ficar como estão. Temos que mudar e mudar em muitas coisas. Ajudem-me a realizar a vontade do Senhor”.
         O Cardeal camerlengo, o mais ancião de todos, afirmou: ”Santidade, iremos, sim, fazer alguma coisa conforme a vontade do Mestre  e segundo a tradição dos Apóstolos. Amanhã reuniremos todo o colégio cardinalício presente em Roma e, invocando o Espírito Santo, decidiremos como vamos proceder, consoante as palavras do Senhor”.
         Todos se afastaram pesarosos, vindo-lhes à memória aquelas cenas do Novo Testamento que se referem a Jesus chorando sobre a cidade santa, que matava seus profetas e apedrejava os enviados de Deus e que se negava a reunir seus filhos e filhas como a galinha que recolhe os pintainhos debaixo de suas asas.
         Um e outro entretanto, comentavam: ”irmãos, sejamos realistas e prudentes, pois nos toca viver neste mundo. Precisamos de edifícios para a Cúria e o Banco do Vaticano para recolher os óbulos dos fiéis e cobrir os nossos gastos. Podemos negar essas necessidades? Mas vejamos o que o Espírito nos inspirar”.
         No dia seguinte, quando os cardeais se dirigiam à sala do consistório, graves e cabisbaixos, o secretário do Papa veio correndo e lhes comunicou quase aos gritos: ”O Papa morreu, o Papa morreu”.
         Nove dias após, celebraram-se os funerais com toda a pompa e circunstância como manda a tradição.  Vindos de todas as partes do mundo, os cardeais desfilavam com suas vestes vermelhas e luzidias, quais príncipes de tempos antigos. Depois sepultaram o Papa.
 E ninguém mais se lembrou das palavras que o Mestre havia dito e que eles escutaram. E tudo continuou como antes nos palácios do Vaticano.

         Post Scriptum: o Espírito Santo fala pelos sinais dos tempos. Um desses sinais são os escândalos ocorridos  que exigem reformas para resgatar a credibilidade da Igreja. Será que os cardeais no Conclave saberão ler esse sinal e dizer como no primeiro Concílio em Jerusalém:”Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo tomar tais e tais decisões”? Caso contrário o Mestre continuará chorando sobre as pedras do Vaticano.
 Leonardo Boff, teólogo e escritor

publicado às 17:55

Cardeais da Igreja Católica vieram de todas as partes do mundo, cada qual carregando as angústicas e as esperanças de seus povos, alguns martirizados pela Aids e outros atormentados pela fome e pela guerra. Mas todos mostravam certo constrangimento e até vergonha pois vieram à luz os escândalos, alguns até criminosos, ocorridos em muitas dioceses do mundo, com os padres pedófilos; outros implicados na lavagem de dinheiro de mafiosos e super-ricos italianos que para escapar dos duros ajustes financeiros do governo italiano, usavam o bom nome do Banco Vaticano para enviar milhões de Euros para a Alemanha e para os USA. E havia ainda escândalos sexuais no interior da Cúria bem como intrigas internas e disputas de poder.
Face à gravidade da situação, o Papa reinante sentiu que lhe faltavam forças para enfrentar tão pesada crise e constatando o colapso de sua própria teologia e o fracasso  do modelo de Igreja, distanciado do Vaticano II, que, sem sucesso, tentou implementar na cristandade, acabou honestamente renunciando. Não era covardia de um pastor que abandona o rebanho mas a coragem de deixar o lugar para alguém mais apropriado para sanar o corpo ferido da Igreja-instituição.
Finalmente chegaram todos os Cardeais, alguns retardatários, à sede de São Pedro para elegerem um novo Papa. Fizeram várias reuniões prévias para ver como enfrentariam este fato inusitado da renúncia de um Papa e o que fariam com o volumoso relatório do estado degenerado da administração central da Igreja. Mas em fim decidiram que não podiam esperar mais e que em poucos dias deveriam realizar o Conclave.
Juntos rezaram e discutiram o estado da Terra e da Igreja, especialmente a crise moral e financeira que a todos preocupava e até escandalizava. Consideraram, à luz do Espírito de Deus, qual deles seria o mais apto para cumprir a dificil missão de “confirmar os irmãos e as irmãs na fé”, mandato que o Senhor conferira a Pedro e a seus sucessores e recuperar a moralidade perdida da instituição eclesiástica.
Enquanto lá estavam, fechados e isolados do mundo, eis que apareceu um senhor que pelo modo de vestir e pela cor de sua pele  parecia ser um semita. Veio à porta da Capela Sistina e disse a um dos Cardeais retardatários: ”posso entrar com o Senhor, pois todos os Cardeais são meus representantes e preciso urgentemente falar com eles”.
O Cardeal, pensando tratar-se de um louco, fez um gesto de irritação e disse-lhe benevolamente: “resolva seu problema com a guarda suiça”. E bateu a porta. Então, este estranho senhor, calmamente se dirigiu ao guarda suiço e lhe disse:”posso entrar para falar com os Cardeais, meus representantes”?
O guarda o olhou de cima para baixo e não acreditando no que ouvira, pediu, perplexo, que repetisse o que dissera. E ele o fez. O guarda com certo desdém lhe disse: “aqui entram somente cardeais e ninguém mais”.
Mas esta figura enigmática insistiu: “eu até falei com um dos Cardeais e todos eles são meus representantes, por isso, me permito  de estar com eles”.
O guarda, com razão, pensou estar diante de um paranóico destes que se apresentam como Cesar ou Napoleão. Chamou o chefe da guarda que tudo ouvira. Este o agarrou pelos ombros e lhe disse com voz alterada: ”Aqui não é um hospital psiquiátrico. Só um louco imagina que os Cardeais são seus representantes”.
Mandou que o  entregassem ao chefe de polícia de Roma. Lá, no prédio central, repetiu o mesmo pedido: “preciso falar urgentemente com meus representantes, os Cardeais”. O chefe de polícia nem se deu ao trabalho de ouvir direito. Com um simples gesto determinou que fosse retirado. Dois fortes policiais  o jogaram numa cela escura.
De lá de dentro continuava a gritar. Como ninguém o fizesse calar, deram-lhe murros na  boca e muitos socos. Mas ele, sangrando, continuava a gritar:”preciso falar com meus representantes, os Cardeais”. Até que irrompeu cela adentro um soldado enorme que começou a golpeá-lo sem parar até que caisse desmaiado. Depois amarrou-lhe os braços com um pano e o dependurou em dois suportes que havia na parede. Parecia um crucificado. E não se ouviu mais gritar:”preciso falar com meus representantes, os Cardeais”.
Ocorre que este misterioso personagem não era cardeal, nem patriarca, nem metropolita, nem arcebispo, nem bispo, nem padre, nem batizado, nem cristão, nem católico. Era um simples homem, um judeu da Galiléia. Tinha uma mensagem que poderia salvar a Igreja e toda a humanidade. Mas ninguém quis ouvi-lo. Seu nome é Jeshua.
Qualquer semelhança com Jesus de Nazaré, de quem os Cardeais se dizem representantes, não é mera coincidência mas a  pura verdade.
“Veio para os seus, e os seus não o receberam” observou mais tarde e  tristemente um seu evangelista.

(Leonardo Boff)

publicado às 07:10


Igreja "casta e putana"

por Thynus, em 12.03.13
“Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.”
  (O Anticristo, F. Nietzche)


Nenhuma religião no mundo debateu tanto a intimidade sexual como o catolicismo. Curiosamente, o teólogo moral por excelência, o Papa, o Sumo Pontífice, é o crente que na história mais rejeitou a máxima bíblica: "De fornicação e de toda a espécie de impureza ou de ganância não se fale entre vós, como deve ser entre os santos "(Ef 5:3). Pensei muito sobre a estrutura que deveria ter este livro, e se deveria começar com os capítulos sobre a Bíblia e sobre Jesus. A verdade é que estes símbolos do cristianismo são, juntamente com o do do Sumo Pontífice de Roma, os três grandes baluartes atrás dos  quais se abrigam mais de cem mil milhões de católicos em todo o mundo.

 

É por esta razão que este livro é um relato de como o sexo foi tratada desde o início, isto é das Sagradas Escrituras, até hoje, isto é, até ao Papa Bento XVI, e como os papas de Roma, enquanto condenavam e puniam o incesto, o homossexualismo, o estupro, o adultério, a pederastia, a sodomia e o concubinato eclesiástico, se dedicavam ao exercício de cada uma destas práticas, descaradamente, à sombra do poder da tiara e das chaves de Pedro, no silêncio e no segredo dos quartos papais.

 

O primeiro símbolo do cristianismo, a Bíblia, é em si um grande montão de histórias sobre sexo em que, mais uma vez, em nome de Deus, é permitido o incesto, os estupros em massa, os abusos contra as mulheres, a sodomia, a homossexualidade e assim por diante. No entanto, em alguns de seus capítulos controversos, enquanto por um lado era punida a homossexualidade, por outro lado era defendida a escravidão; enquanto se perdoava ao homem por ter dado a sua própria esposa para que fosse estuprada, punia-se a mulher porque ela tinha-se tornado "impura", após o estupro; enquanto, por um lado, se proclamava a necessidade de eliminar e destruir países inteiros, por outro lado, o Senhor não iria punir-te, se sacrificasses o teu filho para a sua maior glória.

 

Este absurdo tem governado a Igreja desde a sua mais tenra infância, do ano zero de nossa era até 2005, quando o Papa João Paulo II morreu e Bento XVI herdou o trono de Pedro. Este absurdo tem sido a característica da longa história do papado, em que as palavras "Deus" e "Igreja" sempre estiveram muito ligadas  à palvra "sexo".

 

Assim, Inocêncio III escutava a leitura do relatório do legado papal Arnaldo Amalric, que informava sobre o assassinato de sete mil albigenses, todos mulheres, crianças e idosos, enquanto fornicava com uma empregada doméstica; Inocêncio IV atiçava o fogo da Inquisição enquanto fornicava com escravos, tanto homens como mulheres, e, depois, mandava açoitá-los; João XII, estuprador de peregrinas, mulheres casadas, viúvas, meninas e crianças, morreu por causa de uma martelada na cabeça acertada por um marido ciumento; Bento VII foi assassinado pelo esposo, ciumento, da mulher com quem ele estava na cama; Inocêncio III entrou para a história como um dos mais famosos colecionadores de objetos e jogos eróticos da época; Inocêncio VIII, o papa que assinou a bula Summis desiderantes affectibus desencadeando uma das mais ferozez perseguições contra as bruxas, apreciava fazer prisioneiras jovens mulheres para depois deflora-las e enviá-las para a fogueira, evitando assim qualquer indiscrição; Leão X, papa homossexual, tinha que montar a cavalo sentado de lado por causa de úlceras anais de que sofria, como resultado de seus muitos encontros amorosos em becos escuros de Roma, e forçou mais de sete mil prostitutas da Cidade eterna a entregar uma parte de seus ganhos à mais alta autoridade da Igreja, ou seja, a ele mesmo; Paulo IV, finalmente, passava seus dias comissionando aos escritores obras eróticas com que preenchia suas longas noites, enquanto uma empregada doméstica ou uma nobre dama o masturbava.

 

Não se deve esquecer, nem mesmo os papas que transformaram a tiara em objeto do desejo de familiares e amigos: Bento IX era sobrinho de João XIX, que por sua vez tinha sucedido a seu irmão, Bento VIII, neto de João XII; João XI era filho ilegítimo de Sergio III; João XXIII era filho ilegítimo de um bispo; Paulo I sucedeu a seu irmão, Estêvão II; o Papa Silvério foi gerado a partir do sémen do papa Hormisdas; Inocêncio I foi fruto do sémen do Papa Anastácio I; Bonifácio VI era filho de um bispo; o papa Romano era irmão do Papa Martinho e ambos eram filhos de um sacerdote.
(Eric Frattini - "I papi e il sesso") 

publicado às 02:16


Le donne nella vita de Karol Wojtyla

por Thynus, em 11.03.13
Il passato di Wojtyla è sempre stato protetto da uno spesso velo che ha lasciato nell'ombra alcuni punti della sua biografia, tra i quali quelli relativi al suo rapporto con le donne.
Una delle figure femminili che segnò la vita di Giovanni Paolo II fu Anna Teresa Tymieniecka, una bella, minuta e bionda filosofa statunitense nata in Polonia, con la quale scrisse Persona e atto, la sua principale opera filosofica incentrata sulla sessualità.
Anna Teresa era nata in una splendida casa di campagna in Masovia, in una nobile famiglia polacca. Studiò presso l'Università Jagellonica di Cracovia fino alla fine della Seconda guerra mondiale, e nel 1946, quando il nuovo regime comunista iniziò l'esproprio delle terre appartenenti alle antiche e nobili famiglie del paese, lasciò la città. Da allora visse a Parigi, dove si laureò alla Sorbona nel 1951, e a Friburgo, in Svizzera, dove conseguì il dottorato l'anno successivo..
La relazione tra Karol Wojtyla e Anna Teresa Tymieniecka cominciò nel 1972, quando lei aveva quarantatré anni. Lo stretto legame tra il cardinale e la filosofa alimentò le voci di un possibile rapporto molto «più intimo» tra i due. In quel periodo Anna Teresa stava lavorando alla traduzione in inglese del libro di Wojtyla. Il dottor George Hunston Williams, professore del seminario protestante dell'università di Harvard, osservatore durante il Concilio vaticano II e amico personale della Tymieniecka, disse: «Facevano lunghe passeggiate, parlavano di filosofia fino a notte fonda e andava insieme a nuotare. La verità è che quando stavano insieme sviluppavano un'energia erotica non praticata. Sembrava che lei avesse iniziato una relazione romantica con lui [il cardinale Wojtyla]».
Secondo il dottor Williams, questo rientrava nell'ossessione di Wojtyla di mettere il proprio desiderio continuamente alla prova, per resistervi.
Come avrei potuto sentire amore per un religioso di mezza età? Ad ogni modo, io ero una donna sposata» dichiarò Anna Teresa Tymieniecka a mo' di discolpa. Ma ancora una volta il dottor Williams, che trascorse lunghe ore conversando con la filosofa, spiegava:
Non vi era il minimo dubbio che tra i due ci fosse una relazione erotica. Sì, certo che c'è stata. In un certo senso Eros è alla base della filosofia. Una persona deve amare. Lei [Anna Teresa] è un essere umano appassionato. La sua era una passione cattolica verso Wojtyla, che però era frenata dalla dignità ecclesiastica di lui e dalla comprensione che lei aveva degli impedimenti che si sarebbero presentati. Non credo che lui [Wojtyla] comprenda con cosa lottava lei quando si trovava in sua presenza. Una calamita che attira particelle di acciaio. Lui non sa niente di tutto questo.
 Anna Teresa Tymieniecka contattò degli avvocati per denunciare di plagio il Sommo Pontefice romano. La filosofa, infatti, accusava Giovanni Paolo II di essersi appropriato del libro Persona e atto, la cui stesura era frutto della stretta collaborazione tra i due. Dopo la pubblicazione di Amore e responsabilità, scritto da Wojtyla nel 1981, Anna Teresa Tymieniecka mosse una sorta di critica al pontefice, che alcuni considerarono provocata dalla gelosia. Dichiarò la Tymieniecka:
Ciò che ha scritto [Wojtyla] sull'amore e sul sesso dimostra la sua scarsa conoscenza del tema. Mi sono davvero meravigliata leggendo Amore e responsabilità. Mi sembrava che fosse evidente che non sapeva di che cosa stava parlando. Come può aver scritto una cosa del genere? La risposta è che non ha esperienze di questa natura. Amore e responsabilità non parla solo di sessualità. È legato a Persona e atto. Lui [Wojtyla] è sessualmente innocente, ma non in un altro senso. Per essere stato un cardinale sotto i comunisti doveva essere estremamente astuto. Non c'è ingenuità in lui. Si tratta di una persona molto intelligente che sa quello che fa.
Quando i giornalisti Carl Bernstein e Marco Politi chiesero ad Anna Teresa Tymieniecka di una sua possibile attrazione sessuale verso il papa, lei rispose seccamente: «Risponderò in maniera estremamente personale dicendo che non sono interessata alla sessualità. In nessun senso. Sono una signora polacca d'altri tempi che considera che questo argomento non possa essere assolutamente oggetto di conversazione».
Il dottor Hendrik Houthakker, marito di Anna Teresa Tymieniecka, commentò con queste parole la presunta relazione tra sua moglie e il futuro pontefice: «Mia moglie era molto femminile e sono convinto che vedeva in Wojtyla non solo un sacerdote, ma anche un uomo. Non ce alcun dubbio. Mia moglie cataloga sempre la gente tra chi è bella e chi no. Il fatto è che non credo che si sentisse attratta in maniera particolare da lui.
Semplicemente non smetteva di avvertire che era un uomo, poiché non poteva evitarlo. Credo che mia moglie considerasse, e ancora consideri, il papa, in generale, una persona molto gradevole e compatibile con lei»? Di nuovo il dottor George Hunston Williams, nel suo libro The Mind of John Paul II scritto nei primi anni di pontificato, sottolineò: «Dopo averla ascoltata attentamente per ore, arrivai alla conclusione che, come avevo pensato fin dal principio, la Tymieniecka provasse per il cardinale una forte attrazione sessuale che però veniva sublimata per la concretezza della sua carica e sostituita da una passione intellettuale… in cui lei si eccitava per le idee». Williams inoltre non ha il minimo dubbio sul fatto che Anna Teresa Tymieniecka si innamorò perdutamente del cardinale Wojtyla e che questi non la ricambiò. Sembra che la gelosia della Tymieniecka si fosse scatenata quando aveva scoperto che per scrivere Amore e responsabilità Giovanni Paolo II era ricorso all'aiuto di un'altra donna, la psichiatra di Cracovia Wanda Poltawska, sposata, che di sicuro conosceva l'argomento di cui parlava, e che fu un'altra figura importante nella vita del papa polacco. In questa controversa opera, Wojtyla insisteva sul fatto che il sesso non solo è un atto finalizzato alla procreazione, ma che contribuisce ad aumentare l'intimità nella coppia. «Ma praticare sesso solo per piacere viola la libertà dell'individuo» scriveva Giovanni Paolo II. Quando era professore universitario, molti dei suoi studenti si chiedevano se padre Wojtyla avesse avuto qualche volta una fidanzata o una moglie.
Carl Bernstein e Marco Politi, i due autori del libro Sua Santità. Giovanni Paolo II e la storia segreta del nostro tempo, sostengono che Karol Wojtyla aveva appreso molto sul sesso e sui rapporti di coppia «attraverso il confessionale».
Sta di fatto che nel libro Amore e responsabilità non ce neanche una nota a pie' di pagina e i pochi riferimenti presenti sono solamente a opere di Wojtyla. Il futuro papa conosceva forse solo la teoria e non la pratica?
Analizzando i suoi rapporti con le donne, si fa fatica a crederlo. La fama di donnaiolo e di uomo con esperienze sessuali non lo abbandonò mai, neanche quando fu investito dell'autorità pontificia.
Quando era giovane e frequentava la scuola superiore, Karol Wojtyla scelse la castità prematrimoniale. Carl Bernstein e Marco Politi, nella loro stupenda biografia del papa polacco, raccontano che in quegli anni le occasioni per fare sesso non erano molte per gli studenti del collegio superiore, sia per la mentalità del tempo, sia perché il direttore e il personale del centro erano molto rigorosi a riguardo. Qualsiasi studente che fosse stato sorpreso a passeggiare in compagnia di una ragazza per l'Aleja Milosci, il viale dell'Amore, rischiava una severa punizione. Era lì, o durante le gite nei paesi vicini, che gli studenti come Wojtyla avevano le loro prime esperienze sessuali.
Ma come facciamo a sapere se il futuro papa si lasciò tentare dal sesso in questo vicolo dell'Amore?
Negli anni Novanta, considerata l'autorità di cui era investito, Wojtyla si arrabbiò molto quando seppe che uno dei suoi biografi, il sacerdote carmelitano Wladyslaw Kluz, aveva definito la confessione il mezzo attraverso il quale il giovane Wojtyla aveva «recuperato» la grazia di Dio. Questo voleva dire che Wojtyla aveva avuto rapporti sessuali e che aveva recuperato la grazia di Dio (il perdono, forse?) dopo essersi confessato. Giovanni Paolo II scrisse una lettera a Kluz, di certo irritato: «Recuperare implica che avevo perso, attraverso un grave peccato [rapporti sessuali?], la grazia di Dio. Chi ha detto che io abbia commesso peccati gravi nella mia gioventù? Non accadde mai. Per caso non può credere, padre, che un giovane uomo sia incapace di vivere senza commettere peccato mortale? [rapporti sessuali?]».
Comunque sia, i biografi più importanti di Giovanni Paolo II hanno sempre dato risalto alle presunte fidanzate del giovane Karol Wojtyla. La prima sarebbe stata una bella ebrea dai capelli neri, di nome Ginka Beer, figlia dei vicini di casa dei Wojtyla a Wadowice. Ginka era due anni più grande di Karol.
In seguito Ginka emigrò in Israele e fu intervistata dallo scrittore Tad Szulc, che stava lavorando al libro Pope John Paul II.
Szulc le chiese della sua relazione con Karol Wojtyla, lei non volle parlarne, ma non negò. Un'altra fidanzata potrebbe esserci stata durante il periodo in cui Wojtyla aveva lavorato alla periferia di Cracovia, nella cava Zakrzówek di Solvay: Irka Dabrowska, una ragazza di diciotto anni che gli dava il tormento, figlia di uno dei direttori.
Ogni giorno Irka supplicava Józef Krasuski, un amico del futuro papa, affinché convincesse Wojtyla ad andare alla sua festa di compleanno. «Per favore, parla con Lolek [Wojtyla], è un uomo così gradevole e attraente» gli diceva. Karol Wojtyla finì per accettare l'invito. Quando Irka, alta, snella e con i capelli rossi, volle sapere cosa pensasse di lei il futuro papa, Krasuski la fece nascondere in un armadio, dopodiché fece entrare Wojtyla in cucina. «Ti piace Irka?» gli chiese l'amico.
Rispose Wojtyla: «Si, è incantevole, però ha solo un difetto.
Se solo si potessero tagliare un po' le gambe perché non fosse così alta e se fosse un po' più piena». La «presunta» relazione tra Lolek e Irka durò poche settimane e, secondo Wojtyla, fu solo platonica (davvero senza sesso?). A quanto pare, a provocare la rottura della relazione tra i due giovani fu la morte del padre di Karol, avvenuta il 18 febbraio 1941.
Un'altra donna importante nella vita di Wojtyla fu Halina Królikiewicz, che secondo alcuni fu la sua prima fidanzata.
Halina era una bella attrice dagli occhi neri che faceva parte del gruppo teatrale Rapsodico di Cracovia. Tra il 1942 e il 1945, la compagnia, di cui faceva parte anche Wojtyla, mise in scena ventidue rappresentazioni. Anni dopo, la Królikiewicz dichiarò: «Suona paradossale. Per me, quegli anni furono meravigliosi. Non avevo paura, mi sentivo felice per quello che facevo. Avevamo la sensazione che, mentre gli altri lottavano a fianco dell'esercito clandestino [i partigiani], noi lottavamo con le parole». La relazione tra Karol e Halina era divenuta molto, ma molto intima, quando il futuro papa si presentò alla residenza dell'arcivescovo Sapieha per annunciargli che voleva diventare sacerdote. Non disse niente ad Halina, se non due mesi dopo. «Lui [Karol Wojtyla ] era diverso dagli altri» ricordava la Królikiewicz. Sta di fatto che quando i due giovani si iscrissero all'università Jagellonica la loro relazione fu scoperta da un amico: «Quando erano insieme, si comportavano in modo misterioso. Si notava una certa intesa tra loro, una flirtare continuo che dimostrava grande affetto e complicità».
Il giovane Wojtyla non era neanche un bevitore. Quando i suoi compagni di università gli passavano una bottiglia di brandy, Karol nemmeno lo assaggiava. Aveva verso l'alcol lo stesso atteggiamento che aveva verso le donne.
Ginka Beer, Irka Dabrowska, Halina Królikiewicz, Wanda Poltawska e Anna Teresa Tymieniecka furono donne molto vicine a Karol Wojtyla, che negò sempre di aver avuto rapporti sessuali con loro. Ma nel 1995, nel diciassettesimo anno di pontificato del papa polacco, un libro pubblicato a New York e intitolato I Have to Teli This Story (Devo raccontare questa storia), seminò ulteriori dubbi sul presunto «celibato» praticato da Wojtyla in gioventù. Il libro era stato scritto da Leon Hayblum, che sosteneva di essere il padre della nipote di papa Giovanni Paolo II. Secondo Hayblum, Wojtyla si era unito alla Resistenza durante l'occupazione nazista in Polonia. Il suo gruppo era composto da ebrei polacchi. Tra di loro vi era una giovane di cui Wojtyla si innamorò perdutamente.
In base alle leggi dell'occupante, erano vietati i matrimoni con ebrei, ma il futuro papa e la giovane ignorarono la legge e si sposarono con una cerimonia segreta, durante la quale si scambiarono anche gli anelli. Dopo aver dato alla luce una bambina, sempre secondo il libro di Hayblum, un giorno la ragazza uscì dal rifugio in cui era nascosta, fu arrestata dalla Gestapo e deportata in un campo di sterminio.
Wojtyla, non potendo farsi carico di una bambina di sei settimane nel mezzo dell'occupazione della Polonia, affidò la figlia alle cure di un convento, affinché fosse educata e istruita come una suora. Negli anni successivi, il sacerdote si mantenne vicino alla bambina, seguendone i progressi. Leon Hayblum, un polacco nazionalizzato australiano, affermò di essere venuto a conoscenza della storia negli anni Sessanta a Cracovia,
quando aveva avuto una relazione con una donna di nome Krystyna. «Viveva in convento, ma non era suora» disse Hayblum. Con il tempo lei gli aveva detto che suo padre era l'arcivescovo di Cracovia, il cardinale Karol Wojtyla.
La relazione tra la presunta figlia di Karol Wojtyla e Leon Hayblum finì quando la donna non volle seguirlo in Australia, dove l'uomo era emigrato. Hayblum abbandonò la Polonia lasciandosi alle spalle la presunta figlia e l'ipotetica nipote di Giovanni Paolo II. Verità o leggenda?
Leon Hayblum fu assassinato con un colpo al petto durante una rapina in una strada di Melbourne, ma prima di morire era riuscito a raccontare la sua storia, vera o falsa che fosse. Può darsi che quanto raccontato da Hayblum sulla relazione tra il futuro papa e la combattente ebrea fosse accaduto nei due anni della vita di Giovanni Paolo II di cui non si sa assolutamente niente. Misteri a parte, quel che è certo è che a papa Giovanni Paolo II, le parole contraccezione, aborto, masturbazione, omosessualità, sodomia provocavano l'orticaria. In un passaggio di un suo libro, Giovanni Paolo II li considera «disordini organici» che provocano «frigidità e avversione». Misteriosamente, però, non compariva tra queste parole la masturbazione femminile. I critici affermano che dietro questa scelta vi era Wanda Poltawska.
 Nell'opera intitolata Teologia del corpo, terminata nel 1979 e resa pubblica tra il 1981 e il 1984, Wojtyla scriveva:
«Il sesso non solo determina l'individualità della persona, ma definisce a sua volta la sua identità personale […] chi conosce è l'uomo e chi è conosciuta è la donna […] nella conoscenza di cui parla la Genesi, il mistero della femminilità si manifesta fino in fondo mediante la maternità». Una tesi curiosa, in pieno XX secolo.
La Chiesa cerca da secoli di essere il barometro della morale sessuale dei credenti, dentro la quale l'omosessualità è considerata un anatema. Nell'ottobre del 1979, durante il suo primo viaggio negli Stati Uniti, Giovanni Paolo II dichiarò:
«L'attività omosessuale, che si deve distinguere dalla tendenza omosessuale, è moralmente perversa».
Nel Compendio del Catechismo della Chiesa cattolica, pubblicato dall'allora cardinale Ratzinger su ordine di Giovanni Paolo II, il tema dell'omosessualità appare solo nella parte intitolata La vita in Cristo, dove sono spiegati i dieci comandamenti.
Quando si arriva al sesto, «Non commettere adulterio», al paragrafo 492 sono elencati chiaramente i principali peccati contro la castità: «Sono peccati gravemente contrari alla castità, ognuno secondo la natura del proprio oggetto: l'adulterio, la masturbazione, la fornicazione, la pornografia, la prostituzione, lo stupro, gli atti omosessuali. Questi peccati sono espressione del vizio della lussuria. Commessi su minori, tali atti sono un attentato ancora più grave contro la loro integrità fisica e morale». Risulta sorprendente che questo testo della Chiesa sia stato approvato da Giovanni Paolo II. Sono considerati «peccatori» di pari livello l'adolescente che si masturba, lo stupratore e il pederasta, oppure, come scritto in un altro punto, l'omosessuale e lo stupratore.
Curioso.

(Eric Frattini - "I papi e il sesso")

publicado às 19:35


Os Papas e o Sexo

por Thynus, em 11.03.13
A Santa Mãe Igreja não digere nem nunca digeriu insinuações sobre a conduta sexual dos seus membros, servos de Cristo. Tudo isso é rotulado como "fofocas", "difamações", "infâmias". Mas há quem nunca acreditou nesta versão, e que, após tomar conhecimento, já não poderá mais acreditar. Eric Frattini volta a desafiar a Igreja católica com um ensaio bem documentado e perturbador em que desfilam século após século, os papas e seus vícios inomináveis: pelo menos 17 papas pedófilos, 10 incestuoso, 10 rufiões, 9 estupradores. E para cúmulo, apesar das contínuas condenações da homossexualidade, do matrimónio e do concubinato entre os religiosos, dezenas de papas casados, homossexuais, travestis, concubinários, para não mencionar os sádicos e os masoquistas, voyeurs e assim por diante: por incrível que pareça, muitos destes foram mesmo canonizados. "Nenhuma religião do mundo discutiu tanto a intimidade sexual como o catolicismo", diz Frattini, e nenhuma impôs tão detalhamente os seus códigos de comportamento: até hoje, a tolerância zero para os casais de facto, o aborto, a contracepção e a inseminação artificial. Ora bem, desde as Sagradas Escrituras até Bento XVI, Frattini dá as boas-vindas à epopeia sexual da Igreja Católica.

 

Aqui vai um pequeno trecho:
"Os papas não eram apenas bispos de Roma, Vigários de Cristo, sucessores do Príncipe dos Apóstolos, princípes dos bispos, pontífices supremos da Igreja universal, primazes da Itália, arcebispos e bispos metropolitanos da província romana, servos dos servos de Deus (servus servorum Dei), pais dos reis, pastores do rebanho de Cristo e soberanos da cidade-estado do Vaticano, mas também homens casados e pederastas, estupradores e homossexuais, fetichistas e cafetões, nepotistas e ioncestuosos, sádicos e masoquistas, simoníacos e zoofilistas, “papi padri di papi e papi figli di papi”, papas filhos de padres e papas adúlteros, travestis e voyeurs, falsificadores e assassinos. Todos protegido por Deus e pelo Espírito Santo. Esta é a sua longa história."

 

Eric Frattini: Nascido em Lima no ano 1963, é professor universitário, jornalista e escritor eclético, apaixonado por história e política. Correspondente no Médio Oriente, analista político e morou por diversos anos na Polinésia, Paraguai, Líbano, Chipre e Israel. Dirigiu também numerosos documentários para as principais redes de televisão espanholas, com as quais colabora assiduamente. É autor de uma vintena de livros, traduzidos em todo o mundo.

publicado às 03:05


Contre Nature (Celine Dion)

por Thynus, em 10.03.13

 

Et on a éteint notre lumiére
Celle qui nous guidait encore hier
Alors
Je voudrais te dire
Qu'il peut rester d'un amour si grand
Une étincelle qui défie le temps
Et puis
Je voudrais te dire

 

(Chorus:)
Que chaque jour sans toi
Me fait plus mal
Que toutes les blessures
Que chaque jour sans toi
N'est pas normal
C'est contre nature
Que chaque jour sans toi
Me fait plus mal
Que toutes les injures
Que chaque jour sans toi
Sans rien de toi
C'est contre nature

 

Même si entre nous il y a eu des guerres
On parlait d'amour encore hier
Alors
Je voudrais te dire
Que malgré la pluie l'hiver et les vents
Je n'oublierai pas nos soleils d'avant
Et puis
Je voudrais te dire

 

Que chaque jour sans toi
Me fait plus mal
Que toutes les blessures
Que chaque jour sans toi
N'est pas normal
C'est contre nature
Que chaque jour sans toi
Me fait plus mal
Que toutes les injures
Que chaque jour sans toi Sans rien de toi
C'est contre nature

 

C'est contre nature
Que chaque jour
Sans toi
Chaque jour
Sans toi
C'est contre nature

 

Que chaque jour sans toi
Me fait plus mal
Que toutes les blessures
Que chaque jour sans toi
N'est pas normal
Que chaque jour sans toi
Me fait plus mal 
Que toutes les injures 
Que chaque jour sans toi
 Sans rien de toi

C'est contre nature

publicado às 21:26


On Ne Change Pas (Celine Dion)

por Thynus, em 10.03.13







On ne change pas

On met juste les costumes d'autres sur soi

On ne change pas

Une veste ne cache qu'un peu de ce qu'on voit

On ne grandit pas

On pousse un peu, tout juste

Le temps d'un rêve, d'un songe

Et les toucher du doigt

Mais on n'oublie pas

L'enfant qui reste, presque nu

Les instants d'innocence

Quand on ne savait pas

On ne change pas

On attrape des airs et des poses de combat

On ne change pas

On se donne le change, on croit

Que l'on fait des choix

Mais si tu grattes là

Tout près de l'apparence tremble

Un petit qui nous ressemble

On sait bien qu'il est là

On l'entend parfois

Sa rengaine insolente

Qui s'entête et qui répète

Oh ne me quitte pas

On n'oublie jamais

On a toujours un geste

Qui trahit qui l'on est

Un prince, un valet

Sous la couronne un regard

Une arrogance, un trait

D'un prince ou d'un valet

Je sais tellement ça

J'ai copié des images

Et des rêves que j'avais

Tous ces milliers de rêves

Mais si près de moi

Une petite fille maigre

Marche à Charlemagne, inquiète

Et me parle tout bas

On ne change pas, on met juste

Les costumes d'autres et voilà

On ne change pas, on ne cache

Qu'un instant de soi

Une petite fille

Ingrate et solitaire marche

Et rêve dans les neiges

En oubliant le froid

Si je la maquille

Elle disparaît un peu,

Le temps de me regarder faire

Et se moquer de moi

Une petite fille

Une toute petite fille



publicado às 16:42


O QUE HÁ DE BOM E O QUE HÁ DE MAU

por Thynus, em 09.03.13

O pensamento isola situações ou acontecimentos e os chama de bons ou maus, como se eles tivessem uma existência separada. Por meio da dependência excessiva do pensamento, a realidade se torna fragmentada. Esse fracionamento é uma ilusão, contudo parece muito real enquanto permanecemos presos a ela. O universo, porém, é um todo indivisível onde todas as coisas estão interconectadas, onde nada existe de modo independente.
A profunda interligação de todos os eventos e de todas as coisas deixa implícito que os rótulos mentais de "bom" e "mau" são, em última análise, ilusórios. Eles sempre pressupõem uma perspectiva limitada e, assim, são verdadeiros apenas temporariamente e de modo relativo. Isso é ilustrado pela história de um homem sensato que ganha um automóvel caro num sorteio. Sua família e seus amigos ficam muito felizes por ele e chegam para comemorar.
- Não é ótimo? - diz um deles. - Você tem tanta sorte.
O homem sorri e responde:
- Pode ser.
Durante algumas semanas ele se diverte dirigindo o carro. Até que um dia um motorista bêbado provoca uma batida num cruzamento e o homem vai parar no hospital, com vários ferimentos. Ao visitá-lo, a família e os amigos comentam:
- Isso foi realmente uma infelicidade. De novo o homem sorri e diz:
- Pode ser.
Enquanto ele ainda está no hospital, certa noite ocorre um deslizamento de terra e sua casa é tragada pelo mar. Mais uma vez, os amigos aparecem no dia seguinte e observam:
- Não foi mesmo uma sorte você ter ficado aqui no hospital? Novamente ele responde:
- Pode ser.
O "pode ser" desse personagem sábio significa uma recusa em julgar tudo o que acontece. Em vez de avaliar os eventos, ele os aceita e, dessa maneira, entra em alinhamento consciente com a ordem superior. Esse homem sabe que quase sempre é impossível para a mente entender que lugar ou propósito um acontecimento que parece aleatório ocupa no trançado da totalidade. No entanto, não há eventos casuais, assim como nem as coisas nem os fatos existem por e para si mesmos de modo isolado. Os átomos que constituem nosso corpo foram forjados nas estrelas, enquanto as causas do menor dos eventos são virtualmente infinitas e ligadas ao todo de maneiras incompreensíveis. Se quiséssemos encontrar o motivo de um acontecimento, teríamos que percorrer o caminho de volta até o começo da criação. O cosmo não é caótico. A própria palavra "cosmo" significa ordem. Mas essa não é uma ordem que a mente humana possa chegar a entender, embora consiga ter um vislumbre dela.

(Eckhart Tolle - "O despertar de uma nova consciência")

publicado às 19:42

Jesus, que viveu no horizonte da apocalíptica e, portanto, na expectativa da irrupção plena iminente do Reino de Deus, já presente na sua pessoa, nas suas palavras e acções, onde nenhum homem dominaria sobre outro homem, Reino sem malvadez, sem exploração, sem doença nem morte, na abundância de bens, de fraternidade, de generosidade, de realização adequada de todas as esperanças, de alegria toda, não fundou propriamente uma Igreja nem, por isso mesmo, pensou em dar-lhe uma determinada constituição.
As primeiras comunidades cristãs eram verdadeiras comunidades fraternas, sem hierarquias, partilhando inclusivamente os bens materiais. Os primeiros cristãos viviam de tal modo da convicção da iminência do regresso de Cristo na sua glória - a segunda vinda de Cristo - e da instauração plena do Reino de Deus que pensavam não vir a ser atingidos pela morte. Foi com o atraso da chegada de Cristo que foi preciso reflectir sobre o "entretanto", incluindo a necessidade de um mínimo de organização das comunidades. Para isso, serviram-se de modelos organizativos disponíveis, e a história explica como se chegou a uma instituição piramidal e rigidamente hierarquizada na Igreja.
Isto significa que, tendo sido a Igreja que deu a si mesma a presente organização constitucional, hierarquizada e centralizada, também pode modificá-la, como mostrou o exegeta Herbert Haag, da Universidade de Tubinga, e deverá fazê-lo num sentido democratizante. A quem argumentar que "a Igreja não é uma democracia", pois isso significaria politizá-la, deverá responder-se que Jesus queria ainda mais do que uma democracia, pois o que estava no seu horizonte era a filadélfia, comunidade de comunidades de irmãos e amigos. Por isso, também na Igreja deve valer o que se tornou claro para a sociedade em geral: toda a autoridade vem de Deus, mas através do povo.
O que pertence a todos deve ser decidido por todos. Há, portanto, perguntas que voltam sempre de novo: Por que é que a Igreja Católica é a última grande instituição do Ocidente por onde não passou ainda a Revolução Francesa, portanto, sem real divisão de poderes e com uma monarquia absoluta? É admissível que a vida religiosa de mil milhões de pessoas continue na dependência de um só homem, o Papa? Como é que a Igreja, Povo de Deus enquanto comunidade daqueles e daquelas que têm como determinante da sua vida Jesus, o Crucificado, que o foi por blasfémia e subversão político-religiosa, e o Vivente ressuscitado, é compatível com a Igreja, sistema de poder centralizado, com o seu quartel-general no Estado do Vaticano, onde, por princípio, não vivem mulheres e, portanto, onde também não há crianças, pois os hierarcas devem ser celibatários do sexo masculino? Um Estado minúsculo do ponto de vista geográfico, mas com influência mundial, onde não vivem mulheres nem crianças!

(Anselmo Borges - "Janela do (In)Visível")

publicado às 19:11



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