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Sedução, uma arma divina

por Thynus, em 21.07.11

O instinto de reprodução é comum a todos os seres vivos, como prova a incrível quantidade de "armas" - das plumagens coloridas das aves aos cornos poderosos dos veados, aos lembretes de intermitência luminosa dos vaga-lumes - que a natureza colocou à disposição dos animais para "seduzir" a fêmea e perpetuar a espécie.
Também nos seres humanos a arte da sedução é uma característica inata, mas os homens e as mulheres sempre tiveram de se adaptar a modelos culturais que, ao longo de milênios, mudaram tão radicalmente a ponto de fazer da reprodução um factor secundário, se não mesmo um efeito indesejado.
Usando exemplos tirados da mitologia, literatura, cinema e televisão, Willy Pasini, psiquiatra e sexólogo, retrata uma história da sedução provando que nela cohabitam um lado "bom" – dirigida para a conquista do parceiro pondo em campo as suas melhores qualidades e estabelecendo uma relação de igualdade - e um lado "mau", cujo único propósito é capturar uma presa, independentemente de seus sentimentos e desejos.
Don Juan e Casanova, por exemplo, são o protótipo da série sedutores de hoje, mais interessados no número do que no valor de suas conquistas, e também no universo feminino não têm conta as bruxas Circe, animadas por motivos ocultos, tais como riqueza ou poder, e dispostas a fazer qualquer coisa para alcançá-los.
Assim, a real possibilidade de estabelecer uma relação construtiva e gratificante, diz o autor, é apostar na arma de sedução "boa", que, além de melhorar a aparência, tende sobretudo a cultivar talentos, como a capacidade de escuta e partilha: só assim as pessoas podem tornar-se mais abertas, mais seguras de si, e até mais bonitas – antes de mais aos seus próprios olhos e, consequentemente, aos olhos dos outros - e, portanto, não "sedutivas" mas verdadeiramente "sedutoras", que atraem pela serenidade e otimismo que sabem espalhar ao seu redor.

Como sempre em seus livros, Pasini não se limita a assinalar o objectivo a conseguir, mas fornece informações simples e precisas, cita exemplos clarificadores tirados de sua experiência como terapeuta, descreve passo a passo o caminho para um modelo pessoal de sedução, livre de estereótipos e enriquecido pela criatividade e pela imaginação, elementos indispensáveis para que no grande jogo da sedução sempre permaneça um pouco de mistério que faz com que se tornem mais intrigantes as novas relações amorosas e mais viçosas as relações um pouco cansadas.

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publicado às 19:55



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