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EM DEFESA DAS CRIANÇAS

por Thynus, em 05.12.10

Disse alguém que o trabalho que se faz nas escolas é mais importante e decisivo para o futuro de uma sociedade do que o trabalho que se realiza nas oficinas, nas fábricas e que os despachos dos políticos. Certamente, não é nada fácil a arte de educar. As ciências da pedagogia falam-nos hoje de muitos factores que tornam árdua e complexa esta tarefa. Mas, talvez, a primeira dificuldade seja a de nos encontrarmos realmente com a criança. Não é fácil para um homem ou uma mulher integrados numa sociedade como a nossa aproximar-se das crianças com à vontade. O seu olhar e os seus gestos espontâneos desarmam-nos. Não lhes podemos falar das nossas ganâncias nem das nossas contas correntes. Não entendem os nossos cálculos nem as nossas hipocrisias. Para aproximarmo-nos delas, teríamos que voltar a apreciar as coisas simples da vida, aprender de novo a ser felizes sem possuir muitas coisas, amar com entusiasmo a vida e tudo o que é vivo. Por isso, é mais fácil tratar a criança como um pequeno computador a quem alimentamos de dados do que aproximarmo-nos dela para lhe abrir os olhos e o coração a tudo o que é bom, ao belo, ao grande. É mais cómodo sobrecarregá-la de actividades escolares e extra-escolares do que acompanhá-lo no descobrimento maravilhoso da vida. Apenas homens e mulheres, livres de avidez e de ódios, que não acreditem só no dinheiro ou na força, podem fazer com as crianças algo mais que transmitir-lhes uma informação científica. Apenas homens e mulheres respeitosos que sabem escutar as perguntas importantes da criança para apresentar-lhe com humildade as próprias convicções, podem ajudá-la a crescer como pessoa. Apenas os educadores que sabem intuir a solidão de tantas crianças para oferecer-lhes o seu acolhimento carinhoso e firme, podem despertar nelas o amor verdadeiro à vida. Como dizia Saint-Exupéry, e talvez hoje mais do que nunca, «as crianças devem ter muita paciência com os adultos» pois não encontram em nós a compreensão, o respeito, a amizade e o acolhimento que procuram. Mesmo que a sociedade não saiba, talvez, valorizar e agradecer devidamente a tarefa silenciosa de tantos educadores e educadoras que desgastam a sua vida, as suas forças e os seus nervos junto das crianças, eles devem saber que o seu labor, quando é realizado responsavelmente, é um dos maiores contributos para a construção de um povo. E os que o fazem desde uma perspectiva cristã, devem recordar que «quem acolhe uma criança em nome de Jesus, acolhe-o a ele».

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publicado às 18:28



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