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O fim do Estado

por Thynus, em 28.12.12
 Os Estados hoje são muito fracos, e tornam-se cada vez mais. Hobsbawm põe a nu todas as suas falhas e problemas: o facto de que a "democracia" não signifique nada, que seja apenas um chavão e que também a Suécia, a Papua Nova Guiné e a Serra Leoa sejam todos estados formalmente democráticos, mas nem com isso se assemelham minimamente; como a Guerra Fria deixou para trás uma quantidade enorme de armas, e outras continuam a ser produzidas hoje, e a natureza das armas ligeiras, como a metralhadora, tenha um poder tão devastador que permite criar reais exércitos privados; e como os movimentos terroristas, independentistas ou de outra natureza possam explorar a fraqueza dos governos e a disponibilidade de armas para criar uma era de crescente violência, a que os estados estão respondendo com uma sempre maior organização e tecnologização da polícia para reprimir os distúrbios.
O Estado esgotou a sua função histórica? Um Estado que, como está acontecendo com os estados ocidentais, renunciou às suas funções obrigatórias e tem gradualmente privatizado sectores como a educação, a saúde, a previdência, sobre quais fatores pode ainda reger-se? E não será mesmo a crise do Estado, outrora detentor do monopólio da violência, a provocar a explosão do terrorismo? Estas são as questões cruciais que se coloca Hobsbawm neste texto curto e incisivo. Numa altura em que as democracias estão em crise de representação no Ocidente e procuram afirmar-se noutros lugares, parece haver espaço apenas para o "nacionalismo acelerado", com base em reais ou presumidas bases étnicas ou religiosas, que constitui com o seu braço armado, o terrorismo, uma das mais sérias ameaças ao nosso futuro. Com a profundidade de pensamento e a apaixonada verve polémica, que o tornaram um dos historiadores mais influentes do nosso tempo, Hobsbawm oferece algumas chaves de leitura para entender o mundo em que vivemos.

Eric J. Hobsbawm (Alexandria, 1917) é um dos maiores historiadores actuais. Entre suas obras publicadas, além do bestseller O século breve (1995), destacam-se De História (1997), A idade da revolução (1999), Pessoas não comuns (2000), Gente que trabalha (2001), Tempos Interessantes (2002), Imperialismo (2007) e O fim do Estado (2007).

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