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Estamos sempre marcando o tempo e esquecemos o que é rir ao menos, e o que é dar uma boa gargalhada. Há uma mentira solta por aí de que o homem não chora, mas ri. Aliás, é o único animal que ri. O homem chora sim. Chora quando está feliz, quando está triste, quando vê um bom filme, quando perde os pais, esposa, filhos, amigos, quando fica só.
A mulher é mais autêntica. Chora sempre. O homem deve ser como a mulher se é que sente algo. Não deve esconder ou mentir para si mesmo. Cansa ver caras estóicas fingindo que não sente, ou melhor, mentindo que não sente. Autenticidade, verdade, existe em cada um que ri quando tem vontade; se gosta de alguém, diz, vai e procura abraçá-la. Se acredita nisso é isso. A espontâneidade deve existir sempre, o vibrar faz bem. Mentir para si próprio faz mal, muito mal. Homem quando tem vontade de chorar, deve chorar. Deve chorar sempre. Chorar quando estiver feliz, ou triste, chorar ao assistir um belo filme com uma grande mensagem de vida, chorar ao ver um filho se tornando bacharel, ou quando casa, ou quando nasce o primeiro neto. Não importa quando. Importa chorar se tiver vontade e nunca mentir que homem não chora. Se sente algo, que deixe as pessoas saberem o que sente. Não fazer aquela expressão impassível ante a dor, a adversidade e o infortúnio, estóica, querendo demonstrar austeridade de caráter, rigidez, impassibilidade. Ao ter vontade de rir que ria. Se acreditar nisso é isso.
Seja espontâneo, faça da vidas uma eterna novidade, esteja em seu próprio mundo maravilhoso, vibre.
Para quê estar constantemente se afastando dos outros. Deve procurar perceber que a questão parece resumir-se em como ficar mais distante das pessoas e não como ficar mais próximo. Tocar as pessoas, para ter certeza que elas estão vivas, que são reais, que pertencem a seu mundo, porque esta afirmação positiva tornará aquelas pessoas reais.
Os existencialistas de Sartre, também coadjuvado por Marcuse, diziam que sempre acreditavam ser invisíveis. Algumas vezes cometemos o suicídio para afirmarmos o fato de termos vivido. Logo, quando alguém nos abraça, sabemos que estamos ali, ou, se invisível, esse alguém nos atravessa. Deve abraçar todo mundo, aproximar-se, tocar, para ter certeza de que não é invisível.
Não há que temer em tocar, sentir, demonstrar emoção. O que há de mais fácil no viver é ser como é, como se sente. O mais difícil é ser como as pessoas gostariam que fossemos. O mundo nos ensina de outra maneira. Somos o que somos ou o que as pessoas dizem que somos. Se aquelas pessoas te amam verão alegria e a contínua maravilha de estar viva. Temos de ser felizes, porque existem tantas coisas bonitas em nosso mundo, nenhuma delas parecida além, de que o mundo é dinâmico, que tudo se transforma e se modifica. Esta é uma formula para não mentir. Ver a verdade da vida.


(Albertino Aor da Cunha - "A Mentira Nua e Crua")

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