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Em 26 de Março de 2010 o diário americano The New York Times publicou uma reportagem que alega que, quando era arcebispo de Munique, Bento XVI teria sabido da transferência para outra paróquia do padre Peter Hullermann, acusado de abuso sexual de crianças. Segundo o jornal, que citou dois prelados, o Cardeal Joseph Ratzinger "tinha sido informado de que o sacerdote, que ele mesmo aprovou que fosse enviado a terapia para ser curado de sua pedofilia, tornaria, pelo contrário, para um o trabalho pastoral, a poucos dias do início do tratamento psiquiátrico. " A notícia foi publicada pelo diário após no dia anterior ter apresentado um relatório em que Bento XVI, quando era o guardião da ortodoxia católica e da disciplina como "ministro" de João Paulo II, ocultou o abuso sexual de 200 crianças surdas por um padre norte-americano.
É o vigário da arquidiocese de Munique na época do Cardeal Ratzinger, monsenhor Gerhard Gruber, a pessoa que detonou novamente o caso que mais compromete num dos escândalos o mesmo Pontífice.
Segundo a Der Spiegel as alegações a Gruber, que hoje tem 81 anos e vive aposentado, sustentam que o ex-vigário foi pressionado a dar uma rota de fuga das suas próprias responsabilidades a Joseph Ratzinger.
Monsenhor Gruber teria sido pressionado especialmente pelo arcebispo de Munique e numa carta a seus amigos o ex-vigário disse ter recebido por fax da mesma arquidiocese, a carta e a lista com a declaração em que Gruber assume “ter agido de forma arbitrária no caso do padre Hullermann ". O ex-vigário agora diz que não quer continuar a ser o bode expiatório de uma história tão difícil e nega ter agido com "arbitrariedade".
Na Igreja, quando ocorriam estes casos de abuso sexual por parte de um padre, a prioridade era o "bem da Igreja" para o qual se tentava evitar o escândalo. Normalmente, o padre ou os responsáveis eram transferidos para outras dioceses. Foi o que aconteceu com o padre Hullermann e na sede da arquidiocese houve uma reunião presidida pelo arcebispo Joseph Ratzinger. A versão do Vaticano, que respondeu às acusações do The New York Times foi de que a decisão do atual papa estabeleceu que Hullermann recebesse um tratamento psiquiátrico, mas não realizasse actividades pastorais numa paróquia, especialmente onde houvesse rapazes.
Mas dias depois, outra carta emanou uma ordem que autorizava o padre pedófilo a executar tarefas comuns na paróquia. Hullermann voltou novamente para as suas andanças e, anos mais tarde, foi condenado por outros casos de abuso sexual infantil. O vigário Gruber assumiu todas as culpas. Na carta que agora diz que foi escrita na arquidiocese, manifesta que se tinha equivocado e que o arcebispo Ratzinger não sabia que Hullermann podia novamente abordar as vítimas potenciais. Segundo o The New York Times, o atual papa foi informado de que Hullermann retomava as suas atividades pastorais.
Para o Der Spiegel os amigos do ex-vigário desejam repor a verdade, que poria em apuros o Papa, se se comprovar que o vigário Gruber informou o seu superior Joseph Ratzinger da autorização a Hullermann e que o ex-vigário foi pressionado a fim de retirar Bento XVI da linha de fogo dos escândalos.

Quando o Comandante deixa o navio ou se demite das suas funções, os ratos invadem os porões e, em caso de naufrágio, também são sempre os primeiros a abandonar o navio... Será também por estas “ratices” que Ratzinger sente vergonha e chora?!

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publicado às 12:19



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