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A verdade sempre se mostra com o cu

por Thynus, em 05.12.12

Sexo anal tem a ver com cooperação. Cooperação num esforço de política aristocrática, envolvendo hierarquia rígida, posições feudais e atitudes monarquistas. Um está no controle, o outro é obediente. Inteiramente no controle, inteiramente obediente. Não há segurança democrática nem ação afirmativa para quem come um cu. Mas é melhor que eles tenham a ação firme, muito firme. Não se pode comer um cu pela metade, só o comecinho. Seria um fingimento. Não há substitutos, nem reforços, para o Cirque Du Soleil anal. É um ato na corda bamba —e vai até lá em cima.

A verdade sempre se mostra com o cu. Um pau no cu opera como a seta no detector de mentiras. O cu não sabe mentir, não pode mentir: você se machuca, fisicamente, se mentir. A boceta, por outro lado, pode mentir com a simples entrada de um pau no aposento — ela faz isso o tempo todo. Bocetas são feitas para enganar os homens com seus jatos de sumo, sua prontidão para se abrir e suas donas irritadas. Aprendi tanto, talvez a coisa mais importante, ao dar o cu — aprendi a me render. Tudo o que aprendi com o outro buraco foi a me sentir usada e abandonada.
Minha boceta propõe a pergunta; meu cu responde. Dar o cu é o acontecimento no qual a máxima consagrada de Rainer Maria Rilke, de "viver a pergunta", é de fato finalmente incorporada. Penetração anal resolve o dilema de dualidade que é introduzido e exagerado pela penetração vaginal. Dar o cu transcende todos os opostos, todos os conflitos — positivo e negativo, bom e ruim, alto e baixo, raso e profundo, prazer e dor, amor e morte — e os unifica, torna-os todos um só. Então isso, para mim, é O Ato. Dar a bunda é uma solução espiritual. Quem poderia ter adivinhado?
Se me pedissem para escolher pelo resto da minha vida um local para ser penetrada, escolheria o cu. Minha boceta foi muito machucada por falsas expectativas e entradas sem convite, por movimentos muito egoístas, muito superficiais, muito rápidos ou muito inconscientes. Meu cu, conhecendo apenas ele, conhece apenas a bênção. A penetração é funda, muito funda; ela percorre a fronteira da sanidade. O caminho direto para Deus através de minhas entranhas tornou-se claro, foi limpo.

(Tony Bentley, "A Entrega")

 

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publicado às 13:42



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