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Ascensão e declínio do dinheiro

por Thynus, em 22.12.12

Dinheiro, salário, moeda, pecúlio, numerário, conta, dinheiro líquido: como quer que se chame, o dinheiro é de importância primordial para qualquer forma de relacionamento humano. Para os cristãos é a raiz de todo mal (embora lhe levantem muitos altares); para os generais, o nervo da guerra; para os revolucionários, a corrente que prende os trabalhadores. Para o historiador Niall Ferguson, no entanto, o dinheiro é a base do progresso, e a história financeira é a espinha dorsal indispensável dos acontecimentos humanos, políticos e sociais. A evolução do crédito e da dívida contribuiu, como a inovação tecnológica, para o sucesso de cada civilização, da antiga Babilónia até ao presente Hong Kong. Os bancos forneceram o pressuposto do esplendor da Renascença e os mercados obrigacionistas foram factores decisivos para a expansão ou declínio económico-cultural de todas as nações. Com a sua habitual clareza e estilo narrativa agradável, Ferguson fala sobre a ascensão da moeda e ilustra as principais fases da evolução das finanças e do seu entrelaçamento com os acontecimentos políticos, militares e sócio-económicos. Explica, por exemplo, como a Revolução Francesa foi desencadeada pela bolha especulativa criada por um escocês prejudicado, como a má gestão das finanças públicas tornou a Argentina do sexto país mais rico do mundo num protótipo de inflação galopante, e, como a conversão financeira esteja levando a China, o país mais populoso do mundo, da pobreza ao domínio económico global no arco de uma única geração. Políticos, banqueiros e empresários queixam-se regularmente da ignorância do público sobre o assunto do dinheiro, e eles estão certos. Uma sociedade que confia ao cidadão a responsabilidade da gestão do rendimento, poupança e investimentos que lhe garantem o futuro deve fornecer a cada um as ferramentas necessárias para tomar todas as decisões financeira prudentes. Eis, então, como se torna essencial conhecer o passado e aprender as suas lições. Por último, mas não menos importante; mais cedo ou mais tarde, os vendedores de baixa superarão os compradores de alta; mais cedo ou mais tarde, a ganância transforma-se em pânico e o equilíbrio é rompido. Um livro fundamental para entender as razões para os altos e baixos da moeda, num momento de crise global e de redefinição da relação entre Estado e mercado, capitalismo e instituições financeiras.
Niall Ferguson (Glasgow, 1964), depois de alguma experiência nas universidades de Oxford, Cambridge, New York, desde 2004, ensina História Moderna na Universidade de Harvard. Comentarista político e económico, escreve numa variedade de jornais americanos e britânicos, incluindo o "New York Times", o "Wall Street Journal", "Foreign Affairs", "New York Review of Books", e colabora com o "Corriere della Sera". Entre os seus livros incluimos: “Dinheiro e Poder no Mundo Moderno, 1700-2000” (2001) e “A verdade não dita”. “A Primeira Guerra Mundial: o maior erro da história moderna” (2002).

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publicado às 21:59



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