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Todo ano milhões de cristãos em todo o mundo celebram o nascimento do menino Jesus no dia 25 de dezembro. A história da natividade é amplamente conhecida: Maria era uma virgem que concebeu através da intervenção do Espírito Santo; não havia nenhum quarto na hospedaria para ela e seu marido José, então a criança nasceu em uma estrebaria (ou numa caverna, segundo algumas versões), e os três reis magos e os pastores vieram adorar o recém-nascido Salvador. Esse relato pode não ser o favorito dos cristãos e teólogos mais sofisticados, mas é uma das primeiras histórias que se contam às crianças, tornando-se um "Evangelho" desde tenra idade.
Quando o papa considerou prudente explicar que Jesus não nascera realmente em 25 de dezembro, mas que a data fora escolhida porque já era um festival do solstício do inverno para os antigos pagãos, a declaração causou um certo alvoroço. Para a maioria dos cristãos comuns até isso representou uma grande revelação. É quase inacreditável que tal declaração tenha sido feita apenas em 1994. No entanto, é apenas a ponta do iceberg, pois os teólogos já sabiam há muito tempo que toda a história do Natal é apenas um mito.
A extensão do quanto os cristãos são mantidos deliberadamente na ignorância, por aqueles que sabem mais, vai muito, muito longe: a data natalina de 25 de dezembro não é só a suposta data de nascimento de Jesus; é também a de muitos deuses pagãos como Osíris, Attis, Tammuz, Adonis, Dioniso e muitos outros.
Eles também nasceram em condições humildes, tais como cavernas, e seu nascimento também foi testemunhado por pastores e precedido por sinais e prodígios, inclusive a visão de uma nova estrela. E entre os seus muitos títulos estava o de "Bom Pastor" e "Redentor da Humanidade". Se confrontado com os indícios de Jesus ter sido apenas mais um, em uma longa fila de tradições de "deuses-mortos-ressurrectos", o clero tende a refugiar-se no conceito pouco satisfatório de que os pagãos antigos de algum modo tinham uma vaga idéia de que algum dia haveria um verdadeiro deus salvador, mas tiveram de se contentar com uma grotesca paródia do cristianismo que estava por vir.
(...) A data comum de 25 de dezembro não é a única semelhança entre a história de Jesus e a dos deuses pagãos. Osíris, por exemplo, consorte de Ísis, morreu pelas mãos dos ímpios em uma sexta-feira e magicamente "ressuscitou', após ter estado entre os mortos por três dias. E os mistérios de Dioniso eram celebrados pela ingestão do deus através de uma refeição mágica composta de pão e vinho, simbolizando seu sangue e sua carne. Esses "deuses-mortos-ressurrectos' já foram reconhecidos há muitos anos pelos teólogos, historiadores e estudiosos da Bíblia, embora ainda pareça haver uma conspiração tácita para manter tal conhecimento apartado do "rebanho' da Igreja.


(...) No apogeu da religião egípcia, a maior celebração de Ísis acontecia em 25 de dezembro, quando se comemorava o nascimento de seu filho Hórus e então, doze dias depois, em 6 de janeiro, o de seu outro filho, Aion. As duas datas foram tomadas pelos cristãos - a Igreja Ortodoxa celebra o Natal em 6 de janeiro. No Egito, os cristãos do século IV celebravam a epifania de Jesus nesse dia, adotando também elementos do festival de Aion, entre eles o ritual do batismo utilizando a água do rio Nilo.

(Lynn Picknett & Clive Prince - "A Grande Heresia"

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publicado às 21:27



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