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O acto estético

por Thynus, em 21.07.11
"Diferente do acto artístico, do acto científico e do acto discursivo, o acto estético desempenha um papel essencial não só na criação, mas também no conhecimento e no diálogo. Transforma o mundo em poesia, música, pintura, escultura, jardim, dança. Remodela o mundo através da criação de universais de imaginação.

Todos nós somos, em níveis diferentes, actores estéticos. Por que todos nós corremos o risco de nos perdermos na alteridade a que nos expomos e da qual nos movemos para a construção de novas formas de 'real', cheias de sensibilidade e conhecimento.
Com um mesmo impulso, o acto estético protege o mundo, cria uma conexão substancial entre as pessoas e permite-lhe escapar às armadilhas gêmeas do narcisismo e da melancolia."




Falando de "acto estético", a autora quis combater a confusão, muito prejudicial, que tende a estabelecer-se entre a sensibilidade e a passividade; e quis destacar a existência de um “trabalho estético " que depende de um projecto, é atribuída a meios detrminados e produz uma série de efeitos. Uma vez que o problema não é tanto aumentar a nossa receptividade (no fundo a extensão quantitativa da nossa cultura é pouco importante!), mas "envolver-se" nas obras da natureza e da arte, para adquirir da sua proximidade órgãos inéditos. Para este fim, temos que colocar em ação as camadas mais profundas do nosso ser, devemos expor a nossa alteridade interior à alteridade exterior e adsquirir consciência das reações que se geram. Só então poderemos acordar e cultivar as nossa faculdades. Acrescente-se que a teoria do acto estético leva logicamente à teoria do poder estético que, entretanto, se dedicou a tentar entender a intersecção entre as questões da estética e as questões da ética e da política (veja-se B. Saint Girons, O poder estético, Manucius, Paris 2009). Neste ponto, houve uma inversão: em vez de mostrar como os diferentes tipos de acto estético recalcam os actos artísticos e como garantem-lhes a ressonância necessária para implantar o seu valor, trata-se de descobrir a diversidade de ferramentas construídas num emaranhado intenso com a vida.


Badine Saint Girons faz parte do Institut Universitaire de França e é professora de filosofia dos séculos XVII e XVIII na Université de Paris Ouest Nanterre La Défense. Autora de numerosas publicações: Fiat Lux, uma filosofia do sublime;
Os monstros do sublime. Hugo,o gênio e a montanha (2005, O sublime desde a antiguidade aos nossos dias (2005); As margens da noite, para uma história diferente da pintura (2006).


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publicado às 20:17



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